SoulWater
Ribeira de Odelouca , Rio Arade & Mar em Portimão/Alvor
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Passeio no Canal do Morgavel


Um dos botes era um Sit-on-top de kayakSurf (Wilderness Kaos) e o outro o Sit-on-top Wilderness Ripper, o primeiro era uma bailarina, o segundo mais direccionável, mas ambos não andavam (que saudades da fibra), mas esta opção foi tomada para não se riscarem os kayaks de fibra cá de casa e porque esta foi uma 1ª exploração. Entrámos na água em S. Domingos e subimos o canal em direcção a Ermidas. Para espanto nosso o canal tem peixes, sapos, cágados e bastantes aves a tomar banhocas. No percurso realizado existe sempre vegetação a envolver-nos, montes alentejanos abandonados com casario em ruínas e outros reconstruídos. Para a passagem do canal foram cortadas algumas elevações de terra e podem ver-se as várias camadas de sedimentos acumulados ao longo dos séculos, desde pedra, terra/areia, calcário e outros desconhecidos (para mim). O canal tem que atravessar alguns vales e para tal está construído com pontes, foi giro sair da água suspensa e olhar para baixo e ver a paisagem alentejana. Experiência engraçada andar na água no ar.
O percurso rondou os 13 km de ida e volta, pois o meu novo companheiro de águas (Tiago) era um iniciante nestas coisas de pagaiar (mas faz-se) e realmente estes botes cansam um pouco para percursos mais longos. Noutros passeios pela zona já tinha conhecido a entrada do túnel e a respectiva saída na barragem do Morgavel e ficámos com vontade de fazer o percurso subterrâneo noutra oportunidade. Para tal aventura vamos contactar a empresa responsável e pedir-lhes autorização para o fazer ou mesmo organizar uma entrada cavernosa conjuntamente com membros do clube, pois para isso ser feito terá que haver alguma bombagem de água, porque no seu caudal normal a água é pouca para lá andar de kayak. Para outra altura far-se-á também o percurso desde Ermidas até á entrada do túnel, mas aí será com os kayaks de fibra, pois esses ali vão andar a velocidades espectaculares, pois o canal é uma excelente pista de corridas. E assim se passaram mais umas horas porreiras, descobrindo um novo local para pagaiar no nosso concelho.
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Opções, Alterações e Transformações
Ainda antes disso e na altura da compra coloquei-o dentro de água para o ensaiar e dou-me conta do cavalo bravo que adquiri. Os banhos sucederam-se e ao fim de quase umas duas horas a tomar banhos lá consegui fazer uns km sem cair (até parecia que tinha vontade própria de se voltar), até …cair novamente ao banho.Como kayak de competição que é, era todo aberto no seu interior, quando se voltava enchia-se de água e era um martírio para o tirar de lá, bem como a água que ficava lá dentro. Toca de fazer uma divisão em fibra de vidro atrás do banco para isolar toda a traseira (trabalho complicado de fazer sem moldes).
Sendo a frente também aberta só foi possível aí colocar uma bóia de flutuação insuflável, lá aproveitei a parte da cabeça de um colchão que andava cá por casa, com um tubo de enchimento que vai até ao pedal do leme, permitindo o seu enchimento quando estamos fora do kayak. Agora pode-se voltar á vontade que já não vai ao fundo, nem faz mais de submarino. O banco de competição era muito elevado, o que potenciava o desequilíbrio, fora com o banco e foi feito um mais baixo e mais confortável.
Como cavalo bravo que era e que teimava em deitar-se (com um fundo completamente redondo) precisava de mais estabilidade e para ajudar a um maior equilíbrio toca de lhe pôr uma quilha antes do leme.
Estando a traseira agora isolada e apostando numa transformação que lhe desse um ar de turismo, foi colocada uma tampa estanque de carga redonda em plástico, passando assim a permitir levar carga com fartura. Para melhorar ainda o seu aspecto vai de pôr uns elásticos para carga no casco ou simplesmente levar uma pagaia suplementar.
Para amarrar a corda caça pagaias, foi colocado um elástico á frente do poço. Como gosto de aproveitar o que anda de velho cá pelo estaleiro, quero apenas mencionar que as peças plásticas que suportam os elásticos são as tampas de parafusos de cintos de segurança de carros, que depois de devidamente trabalhadas ficaram a cumprir a sua função na perfeição.
Para facilitar o transporte mais seguro no carro, coloquei umas pegas na proa e na popa, para passar as correias e ir bem amarrado quando ando por aí com os botes a velocidades proibidas por lei, permitindo também um fácil transporte por duas pessoas.
O comando do leme é o de competição e para dar mais apoio aos calcanhares alonguei-o até ao fundo do casco, assim os pés vão devidamente apoiados. No seu topo coloquei também um tubo em carbono para aí fixar os dedos dos pés e assim poder garantir um melhor apoio para ajudar na estabilidade e no equilíbrio.
Depois de muito lixar, foi dada alguma fibra para retocar algumas imperfeições que tinha no casco, mais umas lixadelas e estava pronto para pintar. Aqui foi uma das piores partes, pois o estaleiro não reúne as melhores condições como estufa, nem eu sou um grande pintor com este tipo de tintas, mas fiz o possível para ficar razoável. Aqui fica a imagem do produto final:
Não podia faltar o respectivo nome de baptismo e o símbolo dos Amigos da Pagaia, em cada um dos lados, bem como uma fita branca na junção do casco superior e inferior.
Sempre gostei de andar depressa, seja a pé, de carro, de mota, ou de kayak e este anda realmente depressa, daí decidi baptizá-lo com RunWater, pois vai ser possível andar agora dentro de água ainda mais depressa (puxando bem por mim), desde que me mantenha lá dentro, pois o cavalo bravo foi um pouco amansado com estas transformações, mas não deixa de ser bravo, estreito e com um fundo redondo, continuando a exigir dotes de equilibrista. Ficou também um pouco mais pesado, pois o seu peso era de 9 Kg, agora com todos estes acessórios não sei, embora continue bastante leve terei que o pesar para saber o seu real peso. Continua exigente quando se pára de pagaiar (aconselhável fazê-lo nas margens), mas a pagaiar está diferente e mais permissivo e que anda, realmente anda. Agora há que praticar e aumentar os treinos, pois se assim for será possível domá-lo por completo e utilizá-lo para passeios de um dia, levando a respectiva carga. O bote de águas bravas vai ter que esperar mais uns tempitos, ou pode ser que depois desta experiência faça um em fibra de vidro para surfar aqui pelas ondas alentejanas, a ver vamos.
SoulWaterO Acessório Mais Caro para os Nossos Kayaks
Pois é, estas coisas da canoagem leva-nos a gastar muitos €€€, são os kayaks, pagaias, vestuário, material de campismo e muitos outros inúmeros equipamentos necessários e fundamentais para alimentar esta paixão, ainda para mais quando os apaixonados cá de casa são os quatro membros da família, é sempre a multiplicar por quatro. Mas há acessórios e acessórios e este que vos queremos apresentar é realmente o mais caro, mas também sem ele teriamos que pôr os kayaks no tanque do monte alentejano e ficarmos quietinhos sem dar á pagaia. Julgo que já vão percebendo onde queremos chegar, agora vamos poder andar descansados, pois colocamos o P1 na ponta dos kayaks e não haverá GNR que nos possa multar, pois agora respeitamos o código da estrada (isto dos comprimentos é complicado). Claro que vos estamos a falar da nova viatura de transporte dos kayaks, mas não é uma viatura qualquer, pois para além do maquinão passámos a ser considerados CEE`DERADOS, algo que somente alguns se poderão sentir e perceber. Para ser mais fácil entenderem o que dizemos nada como dar uma voltinha por http://www.createforum.com/ceederados/index.php?mforum=ceederados e também por http://www.kiaclubeportugal.pt.vu/ páginas interessantes e com novos amigos devido a esta opção de sermos Cee`derados. Mas como vos falo deste novo acessório convém vê-lo para perceberem a sua beleza, bem como utilidade, não é um mero meio de transporte é o nosso Cee`d, que também transporta os nossos belos kayaks, que quando postos em cima das barras ainda fica uma SW mais bonita. No segundo dia em casa foi logo estrear-se nas belas praias de Porto Covo, para se ir habituando a estar perto de água, pois terá um longo futuro perto de muitas e diversas águas.


Outra Vez no Rio Vez
É um rio com águas límpidas em que se vê sempre o maravilhoso fundo (excepto quando a espuma fervilha á nossa volta), a poluição ainda aqui não chegou, gente nesta altura nem vê-la, foi como ter o paraíso só para nós o saborearmos, aliás a vontade era a de tomar um bom banho, como tantas vezes já o fizemos nestas águas. O dia contribuiu para tornar esta descida ainda mais bela, pois o sol acompanhou-nos sempre e espreitava por entre a vegetação quando esta era mais densa, um dia muito agradável tendo em conta que estamos em pleno Inverno. Após esta espectacular experiência ficou já apalavrada uma nova descida lá para Março, esperando que chova mais um pouco para tornar o rio ainda mais rápido e a descida ainda mais emocionante. Esta foi a quarta experiência em águas bravas, onde o nível de perigosidade das descidas tem aumentado de grau em cada uma delas, ainda sem ter passado por um banho forçado (habitual nestas andanças), desejo que a próxima descida seja ainda com um nível de dificuldade mais elevado e aguardo com expectativa qual será a pesqueira que me fará tomar o tal banho forçado (não sem antes me esforçar por não o tomar). Em Março lá será o Vez outra vez. 

