Grandes Amigos de Águas

Depois de alguma escrita já aqui lançada, existe um tema muito importante que não poderei deixar de rascunhar, talvez um dos temas de grande importância na vida de todos. Os Grandes Amigos, aqueles verdadeiros Amigos que contamos sempre.
Conto com alguns e bons, mas não vou falar de todos, apenas dos Grandes Amigos de Águas. Recentemente tenho vindo a conhecer vários Amigos da Pagaia, que até agora têm revelado um bom espírito e companheirismo, mas são como disse recentes e ainda não houve tempo para aprofundar e estreitar relações extremamente fortes, embora já se tenham tornado importantes para mim ao ponto de aqui os mencionar. São “relações afectivas em construção” como costumo descrever a relação entre pessoas que ainda se vão conhecendo.
Mantenho relações há vários anos com estes Amigos de Águas de que vos pretendo falar, sendo eles quatro, que vos passo a descrever. Ao primeiro quero agradecer o ter-me picado para estas coisas da canoagem e kayaks, sendo ele o responsável por este meu vício tão saudável, o meu Amigo Francisco de Arcos de Valdevez, que em 2003 me enfiou dentro dos seus kayaks (Sipre Murano M e Sipre Big Sea I) e me fez descobrir mais um grande prazer desta vida, nomeadamente em belas águas do Minho. Embora longe sei que poderei contar com ele e que os encontros têm sido mais fora de água do que dentro, mas a vida não permite algumas coisas realizarem-se com mais frequência.


O segundo é muito parecido comigo, daí o considere como um irmão e a amizade que nos une é extremamente forte, para além dos laços familiares que construímos. Falo do meu Compadre Paulo Quintas de Arcos de Valdevez (excelente terra, tem Homens de boa cepa), que embora muito longe fazemos por nos encontrar todos os anos e por partilharmos muitos bons momentos juntos. Temos pena de não vivermos mais próximos um do outro, pois temos consciência que seria bom para ambos, mas também que seria sempre loucura demais. O meu parceiro de Canyonning e de kayaks em várias vertentes, na turística e nas águas bravas, aliás foi com ele que me iniciei em águas mais correntes e que partilhamos momentos de adrenalina pura e até de alguma inconsciência nas mesmas, mas somos os dois assim. Vivemos intensamente e depressa, e desta forma os riscos são secundários (a idade não nos tem acalmado).


O terceiro, mas não menos importante (aliás a ordem aqui nem existe, pois todos são verdadeiros Amigos e muito importantes) trata-se do meu Grande Amigo Alentejano Rui Nunes (e olhem que é mesmo grande), parceiro até hoje de maior número de águas partilhadas conjuntamente. Aquele Amigo que podemos contar para ir sempre para dentro de água, tal como para qualquer outra coisa que seja preciso, é dos que “despe a camisola” para me dar se for preciso.
Temos passado por diversas situações diferentes juntos e em todas elas revelou-se um companheiro como até hoje não encontrei muitos, o seu excelente espírito e capacidade para partilhar bons e menos bons momentos é indescritível, só se percebe bem quando temos realmente um Amigo assim.


Por fim, alguém de quem não vou escrever muito, pois ela sabe muito bem tudo o que sinto por ela (e olhem que são muitos os sentimentos), a minha companheira de vida e agora também de águas, a Cristina. Que cada vez mais faz um esforço para me acompanhar nos muitos Km que gosto de fazer num dia e pelo gosto que tem vindo a desenvolver por pagaiar. Julgo que basta dizer que esta vida sem ela não faria muito sentido, com ou sem água. A minha Grande e maior Amiga.


Espero que os meus outros verdadeiros Amigos não levem a mal por não os mencionar, mas aqui a especificidade são os Amigos de Águas. Bem, os outros verdadeiros Amigos também sabem o quanto são especiais, pois faço por lhes demonstrar e para assim se sentirem. Um muito obrigado a estes por serem meus Amigos e gostaria de lhes dizer para terminar, que sem eles não seria assim tão feliz.

SoulWater

2 comentários:

Paulo Pereira disse...

Aqui deixo o meu olá para os amigos da pagaia.

Este meu AMIGO Zé Tó, com quem tive o grande previlégio de me iniciar na lagoa de S. André, e tomar o gosto na barragem do Pego-do-Altar, soube mesmo a pouco.
Prometo ser leitor assiduo desta pagina de aventuras e dentro do possivel deixarei aqui o meu testemunho.

Que tudo corra pelo melhor, que se retire o maximo prazer desse vosso contacto com a agua e paz de espirito, e que um dia não muito distânte vos possa acompanhar a todos.

Um grande abraço para ti Amigo, um beijo para a Cristina e as meninas.

Deste vosso leitor.

Paulo Pereira

gobi disse...

desde ja agradeco por me teres mencionado neste blog sensacional.
nao conhecia essa tua veia de escritor, continua.
neste monento estou cheio de vontade de ir para a agua, ja choveu o bastante, para voar nas pesqueiras ah ah. barragens so de motor ah ah.
Um beijo grande para a cati, nao me esqueci dela. Tenho saudades muitas... ate breve compadre