Melhorias no K2 Nelo Berlengas

Como mencionamos anteriormente compramos muito recentemente um K2 Nelo Berlengas. O objectivo desta compra foi o de passearmos em conjunto com alguma frequência, principalmente em águas mais calmas como rios e barragens (a MindWater só gosta de fazer praia no mar), pois já tínhamos experimentado durante algum tempo a utilização de K1 para cada um (Goltziana Kitiwek e Sipre Murano L), bem como uma Canoa Indy ACK para a família, mas estas opções não se vieram a revelar as ideais, pois os passeios eram muito curtos para o SoulWater.
Chegou então a altura de tentar um k2, que até se pudesse transformar num K2,5 ou seja para nós e para poder levar o resto da família. Connosco no k2 a filhota mais pequena (no poço de carga de popa) e a filha mais velha no Sipre Murano L. A procura de uma embarcação que servisse para estes fins, relevou-se limitada , quer pela oferta de K2 no mercado, quer pelo tamanho da nossa viatura para transportar os kayaks (o máximo seria 5,50mt de kayak). Foram equacionadas quatro marcas de kayaks e os seus vários modelos k2 em fibra, consultamos a Sipre, a Goltziana, a Élio e a Nelo.
Em diversos modelos deparámo-nos com o problema do comprimento, noutros com a curta dimensão do poço de carga de popa que carregasse a mais pequena. Somente dois botes se enquadravam nestas limitações o Sipre Dragonera ou o Nelo Berlengas (ambos a medirem cerca de 5,60mt). Os dois factores que influenciaram a decisão em qual deles investir, foram o poço de carga maior e o preço do Berlengas, embora a maior queda fosse pelo Dragonera para nos mantermos na marca, que até hoje já nos tinha dado provas de bons kayaks. Embora novo e com a melhor cor que existe (vermelho Ferrari), decidimos que teríamos que realizar algumas pequenas melhorias, que passados 5 dias (nos tempos livres) estavam concluídas. Antes de passar-mos á fase de vos mostrar o tunning realizado, queremos dizer-vos que o Nelo Berlengas deixou-nos satisfeitos (tendo em conta os nossos objectivos) na sua performance, estabilidade e capacidade de carga, provando-o no KayakTour no Gerês e cumprindo muito bem a obrigação de transportar os 2,5 lá dentro (ensaiado Domingo na Barragem do Morgavel). Como em tudo nesta vida existem críticas, os acabamentos não são os mais perfeitos e foi complicado montar os saiotes de origem nos arcos dos poços.



A experiência com dois, tendo depois entrado o terceiro. Fizeram-se uns 10 km para ver o comportamento e o aumento de peso, resultando a aprovação com distinção.


A colocação do nome em honra da Mindwater (já tínhamos o SoulWater) e o Símbolo dos Amigos da Pagaia, em cada bordo.


A tampa de rosca no poço de carga central, mais fácil para retirar pequenos objectos, sem ter que recorrer a uma tampa que não é prática na sua abertura.


A velha bússola, para nos perdermos por aí, pois com o GPS acabaria por ser só um a pagaiar.



O poço de carga de popa sem tampa, para levar o terceiro navegante. A tampa vem presa com as correias, bastou alterar a posição do fecho (com linha, dedal e agulha) e acrescentar uma esponja para maior conforto rabial, o encosto das costas relevou-se desnecessário, pois o colete serve essa função.



O leme não podia ser recolhido através de cabo (grande falha de origem). Furação do leme, passando um cabo pelo mesmo e por peça plástica colocada no topo do leme.


Cabo para subir e descer o leme, com respectiva roldana (coberta com caixa plástica), pega e peça de travamento. Esta é a posição do leme fora de água, permitindo a colocação do leme todo dentro de água ou somente a metade do mesmo dentro de água (marca branca).


Outras melhorias:
- Foram ainda retirados dois conjuntos de autocolantes com a marca (nelos a mais).
- Coladas duas esponjas nos bancos, para amortecer os ossos.
- Colocado um pequeno suporte em plástico por detrás do banco da frente para pendurar e segurar a bolsa de transporte de água.
- Substituição de dois elástico no casco por outros mais finos e alteração da passagem dos cabos de linha de vida, aproveitando os respectivos passadores de cabos em plástico para passar o cabo de recolha do leme.
- Pequena lixadela nos aros dos poços, para maior facilidade de colocação dos saiotes.
- Adaptação do P1 para utilizar no K1, ou no K2 ou ainda com ambos.
- Colocação de duas novas poleias forradas a esponja na garagem, para estacionar a máquina e corte da lona para cobertura desta.
Findas estas melhorias todas elas se relevaram úteis e de fácil concretização, sem grande custo financeiro e com o prazer conjunto de as realizar.

6 comentários:

Vigoras disse...

Benvindo ao mundo da Blogosfera.

Vejo que o bicho da canoagem vos picou... Desejo-vos muitos e bons passeios, por esses charcos fora

Anónimo disse...

Parabens
Está muito giro, as fotos estão estupendas, e os meus amigos tambem.
Beijinhos
São

Matos disse...

Já dei uma voltinha pelo Blog.
Juntei à lista e agora passa a fazer parte das passagens de rotina.
Um dia destes encontramo-nos numa saída.
Boas pagaiadas para a família inteira
Matos

Gadelhas disse...

Eu tive o prazer de acompanhar o baptismo do vosso Berlengas. Trata-se de um bom barco, excelentemente tripulada.

Parabéns pelo Blog

CMartins disse...

Boa ideia essa, a tua, do blog, uma moda a que eu dificilmente irei aderiu por falta de tempo.
Gostei das alterações que fizeste ao Berlengas, valorizaste-o ainda mais além de lhe colocares algo que faz falta em quase todos. Só lhe falta trabalhares o leme, um pouco mais comprido e alterares a haste de comando da cabeça do leme para lhe dares maior ângulo de curva...
No geral está engraçado e continua sempre a actualizá-lo ( o Blog)...

ABC

Jonas disse...

Parabens pelo blog ...Está impecável, fica a ser uma referência preciosa no mundo kayakista português. Continuem assim ....
Já agora, parabens pelo Berlengas, quando tiver tempo e "jeito", irei considerar algumas melhorias feitas por vocês, eh eh eh ....
Boas pagaiadas e até um dia destes, o que espero seja no proximo fds 10/11 de Novembro...
Abraço